Nao exatamente: o QI medio subiu cerca de 3 pontos por decada durante o seculo XX (o efeito Flynn), e so desde os anos 1990-2000 alguns paises desenvolvidos mostram pequenas descidas nos resultados dos testes. Essas quedas sao modestas, debatidas e atribuidas a causas ambientais, nunca a uma perda genetica de inteligencia.
O efeito Flynn e a subida sustentada do QI medio ao longo do seculo XX, cerca de 3 pontos por decada. Foi documentado pelo investigador James Flynn em dezenas de paises e atribui-se a melhor nutricao, mais anos de escolaridade, familias menores e um mundo que exige cada vez mais raciocinio abstrato. Como os ganhos foram tao rapidos, nao podem ser geneticos, sendo a prova de que o ambiente molda fortemente os resultados dos testes.
O efeito Flynn reverso e a observacao de que, em alguns paises desenvolvidos, o QI medio parou de subir e comecou a descer ligeiramente desde cerca dos anos 1990-2000. Foi registado em paises como Noruega, Finlandia, Dinamarca, Franca e Reino Unido. As quedas sao pequenas (poucos pontos) e nao significam que individuos sejam menos capazes, apenas que a media populacional dos testes mudou de direcao.
A prova mais solida vem de estudos de coorte e de registos militares, como os dados de recrutas noruegueses, onde irmaos de geracoes diferentes fizeram os mesmos testes. Esses estudos dentro das mesmas familias mostram que a descida acontece entre coortes de nascimento, o que aponta para fatores ambientais e nao para mudancas na composicao genetica da populacao. Por serem dados de registo amplos e padronizados, sao considerados as evidencias mais fiaveis sobre o tema.
As causas mais discutidas sao ambientais e ligadas ao estilo de vida e a educacao. Inclui-se mudancas nos metodos de ensino e nos curriculos, menos leitura aprofundada, mais consumo de media fragmentada, alteracoes na atencao e possiveis fatores de saude e nutricao. Os investigadores ainda debatem o peso de cada fator, mas ha consenso de que nao se trata de uma perda de capacidade inata nem de diferencas entre grupos.
Nao no sentido alarmista que os titulos sugerem: as descidas sao pequenas, restritas a alguns paises e refletem mudancas no ambiente, nao no potencial humano. Em muitas regioes do mundo o QI medio continua a subir a medida que melhoram a educacao e a nutricao. A mensagem honesta e que os resultados dos testes acompanham as condicoes de vida e de aprendizagem, pelo que podem subir ou descer conforme essas condicoes mudam.
| Epoca / pais | Tendencia do QI | Causa provavel |
|---|---|---|
| Seculo XX (global) | A subir (~3 pontos/decada) | Educacao e nutricao |
| ~Anos 2000 (Noruega, Finlandia) | Em descida ligeira | Fatores ambientais |
| Recente (Reino Unido, Franca) | Em descida ligeira | Debatida |
| Conclusao geral | Variavel, sem perda inata | Ambiental, nao genetica |